Probióticos e Prebióticos: definições e aplicações terapêuticas!

É crescente a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como diabetes melito, hipertensão e dislipidemias, em todo o mundo. As DCNTs apresentam diversos fatores etiológicos, que incluem alterações no organismo, como aumento da glicemia e do colesterol plasmático. E frente a isso, alimentos com alegação de propriedade funcional, os prebióticos e probióticos, vêm ganhando destaque no cenário atual por propiciarem benefícios à saúde e melhora na qualidade de vida.

Prébióticos: são oligossacarídeos não digeríveis pelas enzimas humanas que têm o potencial de estimular o crescimento de bactérias intestinais benéficas seletivas, principalmente lactobacilos e bifidobactérias, capazes de sintetizar as vitaminas B1, B6, ácido fólico e biotina.

Probióticos: são micro-organismos vivos que se beneficiam dos prebióticos para desempenharem suas funções no organismo, que vão além do equilíbrio e da manutenção do sistema intestinal. Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium bifidum são exemplos de espécies de bactérias probióticas.

Benefícios além da saúde gastrintestinal

Ambos os compostos funcionais apresentam propriedades específicas e efeitos sinérgicos positivos sobre as DCNTs, uma vez que essas

O consumo regular de prebióticos, tais como as fibras solúveis, auxilia na redução da resposta glicêmica pós-prandial após refeições com elevada concentração de carboidratos, isso porque esses compostos, devido à sua viscosidade, retardam o esvaziamento gástrico e a absorção de macronutrientes. Também, auxiliam na redução da absorção de gordura e colesterol, assim, conferindo menor risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e morbidades associadas.

Em suma, é importante que, para a aquisição dos benefícios desses compostos à saúde, a sua ingestão esteja associada a uma alimentação equilibrada e a hábitos de vida saudáveis.